via: Axia Energia- Publicado em 15/09/2026 às 19:15 | Atualizado em 16/09/2026 às 09:17 Redução de interrupções, economia de recursos e avanço sustentável marcam o primeiro ano de operação da infraestrutura Um ano após sua energização, o linhão de transmissão Manaus-Boa Vista já apresenta resultados que comprovam os benefícios da integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Além de aumentar a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia, a infraestrutura tem contribuído para a redução de impactos ambientais e criado condições favoráveis para o crescimento econômico do estado. Antes da interligação, Roraima era a única capital brasileira fora do SIN e dependia de um sistema isolado, mais suscetível a interrupções no fornecimento. Desde a entrada em operação das novas instalações, os indicadores mostram uma melhora significativa na estabilidade energética da região. Dados da operação da AXIA Energia apontam que, entre o início da interligação e julho deste ano, foram registradas apenas 23 ocorrências de perturbação, sem nenhum blecaute. Antes da integração, entre janeiro e setembro de 2025, ocorreram 243 perturbações, incluindo três blecautes. A redução representa uma queda de 90% nesse tipo de ocorrência. Os desligamentos automáticos também apresentaram forte redução, passando de 104 registros para apenas um caso, uma diminuição de 99%. Para o presidente da AXIA Energia na região Norte, Antonio Pardauil, os ganhos vão além da melhoria operacional: “Um ano de operação já nos permite olhar não somente para os resultados concretos da interligação, que são muito positivos, mas também para o que essa infraestrutura torna possível daqui para frente. Energia disponível, segura e confiável é uma condição importante para que novos empreendimentos se instalem, empresas ampliem suas atividades e a economia local ganhe escala.” Infraestrutura que prepara o futuro Com investimento de R$ 3,3 bilhões e extensão de 724 quilômetros, o projeto foi construído pela Transnorte Energia (TNE), consórcio em que a AXIA Energia é majoritária. A companhia também é responsável pela operação do empreendimento, que inclui as subestações Lechuga, em Manaus (AM), Equador, em Rorainópolis (RR), e Boa Vista (RR). A capacidade instalada do sistema é cerca de quatro vezes superior à demanda atual de Roraima, alcançando 1.000 MW de transformação. Essa estrutura amplia a segurança energética da região e cria condições para a atração de novos investimentos. Mais economia para consumidores e empresas A integração ao SIN conectou aproximadamente 209 mil unidades consumidoras e possibilita uma economia anual de até R$ 540 milhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo utilizado para subsidiar a geração térmica em sistemas isolados. A mudança também abriu novas oportunidades para consumidores de média e alta tensão, como indústrias, hospitais e grandes empresas, que agora podem migrar para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), reduzindo custos e ampliando sua competitividade. Os reflexos já começam a aparecer na economia local. De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER), a indústria de transformação registrou crescimento de 16% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, além de aumento de 6% na geração de empregos. Na construção civil, o número de vagas abertas cresceu 5% no período. Benefícios para o meio ambiente Além dos ganhos econômicos e operacionais, a interligação também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com a diminuição da geração por termelétricas a óleo diesel, a expectativa é evitar a emissão de até 300 mil toneladas de CO₂ por ano. O volume corresponde ao equivalente às emissões geradas por cerca de 113 mil carros circulando durante um ano, reforçando a contribuição da infraestrutura para uma matriz energética mais limpa e sustentável. fonte: (https://axia.com.br/w/blog/linhao-manaus-boa-vista-um-ano-seguranca-energetica-roraima?fbclid=PAdGRzdgUXvpNwZG9mAmV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkDzU2NzA2NzM0MzM1MjQyNwABpz70PghIMbm-a7CYBXf1djJ1EFpaylSQKCPJiHYzNKeliwsdKq-AGUOrdSvX_aem_rheV1F6hrhpb5yzo2ObSpA)
Projeto de integração de Roraima ao SIN vira referência em gestão ambiental
via: InfraROI – Publicado em 05/08/2026 Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista conectou o último estado fora do Sistema Interligado Nacional e exigiu gestão ambiental integrada A conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) entrou para a história recente da infraestrutura brasileira não só pela importância da obra, mas também pela complexidade ambiental. Com a energização da Linha de Transmissão 500 kV Manaus-Boa Vista, o último estado que ainda permanecia isolado da rede nacional de energia passou a fazer parte do sistema elétrico integrado do País. A entrega desse marco nacional também revela a complexa operação ambiental necessária para viabilizar uma obra de grande porte na Amazônia, com frentes simultâneas de trabalho, áreas ambientalmente sensíveis, 18 canteiros de obra e exigências socioambientais específicas previstas no processo de licenciamento. Ao todo, o projeto envolveu 724 quilômetros de linha de transmissão, com 122 km passando dentro de uma Terra Indígena, 13 mil km de cabos e três anos de execução. A implantação mobilizou oito construtoras distribuídas em 18 canteiros, em uma logística que exigiu coordenação permanente entre engenharia, meio ambiente, órgãos públicos, comunidades e equipes de campo. Como foi a operação para licenciamento ambiental Com a participação da Ambientare Soluções em Meio Ambiente, o trabalho de licenciamento ambiental começou já na fase de pré-obra, um trabalho que incluiu acompanhamento das frentes de implantação, controle de condicionantes, comunicação social, educação ambiental, monitoramento de áreas sensíveis, resgate de flora, afugentamento e resgate de fauna. Um dos pontos mais sensíveis do projeto, a execução das ações previstas no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena, o PBA-CI Waimiri Atroari. Essa frente envolveu medidas voltadas à proteção de recursos naturais essenciais, ao respeito a locais sagrados e culturais, ao monitoramento ambiental e à preservação do modo de vida dos Waimiri Atroari. O relacionamento com os indígenas ocorreu por meio do Programa de Gestão Ambiental Kinja, com foco no diálogo contínuo e no acompanhamento da comunidade das ações previstas. Em obras dessa natureza, a dimensão socioambiental é uma condição central para a viabilidade do empreendimento. Gestão não foi simples Esse cenário operacional ampliou a complexidade da gestão ambiental, tornando necessária a adoção de ferramentas capazes de organizar, sistematizar e integrar um grande volume de informações ambientais geradas diariamente em campo, tanto para fins de controle interno quanto para atendimento às exigências do órgão licenciador, Ibama e demais Autoridades relacionadas. A gestão de dados em tempo real, utilizando os aplicativos ArcGIS Survey123 e ArcGIS Field Maps, proporcionou uma maior efetividade do trabalho de campo. A integração de dados de diversos programas ambientais em painéis interativos (dashboards) forneceu à gestão uma visão macro e micro do desempenho socioambiental da obra, permitindo a tomada de decisões baseada em dados precisos e atualizados. Integração de Roraima com o SIN teve menor impacto ambiental Um dos ganhos ambientais mais expressivos foi a significativa redução da supressão vegetal. Com o apoio de análises espaciais integradas, revisões de engenharia e o uso de drones para o lançamento de cabos, o projeto evitou o corte de 657,25 hectares de vegetação, representando uma redução de 62% em relação à área inicialmente licenciada. Em relação aos programas de fauna, destaca-se a atuação junto ao Ibama para o desenvolvimento de ações de Apoio à Conservação da Fauna, desenvolvido em parceria com professores de universidades federais da região. A iniciativa buscou fortalecer a produção de conhecimento científico e ampliar ações de preservação de espécies amazônicas. Para Dione Ribeiro, gerente técnica do projeto, a implantação da Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista esteve entre os maiores desafios já enfrentados pela Ambientare. “Realizar um empreendimento desse porte na Amazônia, incluindo trecho em Terra Indígena, exigiu excelência técnica, diálogo permanente e confiança entre todos os envolvidos”, afirmou. fonte: (https://infraroi.com.br/projeto-de-integracao-de-roraima-ao-sin-vira-referencia-em-gestao-ambiental/)
Autorizada transferência de controle societário da Transnorte para a Axia
via: gov.br – Publicado em 25/08/2026 14h24 Anuência ocorreu nesta terça-feira (26/8) em despacho no DOU A agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anuiu nesta terça-feira (26/8) a transferência de Controle Societário Direto da Transnorte Energia S.A., que passará a ser exercido exclusivamente por Axia Energia Norte S.A. A Transnorte Energia S.A. é concessionária de serviço público de transmissão de energia elétrica nos termos do Contrato de Concessão nº 18/2026-ANEEL. O prazo para implementação da operação é de até 120 dias desde a aprovação e a concessionária deverá enviar à Agência os documentos comprobatórios da formalização da operação. A Transnorte Energia S.A. deverá encaminhar a documentação comprobatória desta operação à ANEEL em até 30 dias de sua implementação. Leia a íntegra do Despacho. fonte: (https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/noticias/2026-defeso-eleitoral/autorizada-transferencia-de-controle-societario-da-transnorte-para-a-axia
Demonstrações Contábeis 31/12/2025
Relatório Anual do Agente Fiduciário – 5ª Emissão de Debêntures – 29/04/2026
Relatório Anual do Agente Fiduciário – 4ª Emissão de Debêntures – 29/04/2026
Aneel determina conexão efetiva de Roraima ao Sistema Interligado Nacional de Energia
via: g1 – por Mariana Assis, g1 – Brasília 09/12/2025 Início do processo de conexão de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) ocorreu em setembro, após ordem de serviço assinada pelo presidente Lula. Estado era o único do país que estava isolado da rede nacional de energia. Obras do Linhão de Tucuruí, em Boa Vista — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou nesta terça-feira (9) a efetiva interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de janeiro de 2026. Isso significa que que o estado começará a receber as instalações de transmissão e distribuição necessárias para a interligação plena dos sistemas. 💡O estado era o único do país que estava isolado da rede nacional e dependia da energia gerada por usinas termelétricas. Além disso, a Aneel determinou que os agentes geradores concluam a implantação e operacionalização dos Sistema de Medição para Faturamento (SFM), assim como a adesão, cadastramento e modelagem dos ativos na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), até, no máximo, 20 de junho de 2026. A CCEE também deve contabilizar a energia que flui entre o Sistema Boa Vista e o SIN, considerando que a geração das usinas abaterá a carga da distribuidora, tanto a das termoelétricas como a geração das usinas cujas autorizações competem à Roraima Energia. Na decisão, a Aneel também determinou que a Roraima Energia conclua a separação dos seus ativos até o dia 1º de julho de 2027. Conexão ao sistema do país Em setembro, o governo federal deu início do processo de energização da Linha de Transmissão Manaus – Boa Vista, conhecida como Linhão do Tucuruí. Após anos de impasse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma ordem de serviço para o início das obras. A linha de transmissão liga Manaus a Boa Vista e vai conectar Roraima ao SIN. A obra era pedida há anos pelo governo do estado, que sofre frequentemente com a falta de energia. Durante mais de 18 anos a energia de Roraima foi fornecida pela Venezuela. No entanto, o país parou de enviar energia ao estado em março de 2019. Desde então, a energia elétrica consumida pelos 15 municípios do estado é fornecida pela Roraima Energia. O parque térmico do estado é formado por 17 Centrais Geradoras Termelétrica (UTE) e uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), que geram uma média diária de 200 megawatt. Ao todo, são quase 176 mil consumidores que dependem da empresa no estado. A obra do Linhão de Tucuruí começou em 2022, quando os indígenas Waimiri Atroari aceitaram a proposta de compensação do governo federal, pois 122 km de torres passam pelo território indígena. Durante a construção, foram gerados cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, segundo o governo. fonte: (https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/09/aneel-aprova-interligacao-de-roraima-ao-sistema-interligado-nacional-de-energia.ghtml)
“Linhão Manaus-Boa Vista representa desenvolvimento econômico”, afirma Alexandre Silveira
via: gov.br – Publicado em 14/10/2025 13h03 Atualizado em 14/10/2025 19h06 Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, nesta terça-feira (14/10), o ministro de Minas e Energia ressaltou que o linhão vai economizar R$ 500 milhões de custo de óleo diesel por ano para o país Silveira afirmou que, com o Linhão Manaus-Boa Vista, o estado de Roraima “vVai poder levar a indústria, vai poder manufaturar os seus produtos para exportar para o resto do Brasil e para o mundo” – Foto: Diego Campos/Secom-PR Durante participação no programa Bom Dia, Ministro desta terça-feira, 14 de outubro, Alexandre Silveira (Minas e Energia) falou sobre a importância da inclusão do estado de Roraima no Sistema Interligado Nacional (SIN), com o início da energização do Linhão Manaus-Boa Vista. A operação, realizada em setembro, foi conduzida a partir dos Centros Nacional e Regional de Operação Norte/Centro-Oeste, na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Brasília, e teve a presença do ministro junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Roraima esperava desde 2011. O que esse linhão representa? Não só segurança energética. Representa desenvolvimento econômico” – Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia Com 725 quilômetros de extensão em circuito duplo de 500 quilovolts (kV), a linha demandou investimentos de R$ 3,3 bilhões e foi executada pela Transnorte Energia (TNE). O empreendimento representa um marco histórico para o setor elétrico brasileiro, garantindo estabilidade no fornecimento, tarifas mais justas e redução da dependência de termelétricas, até então responsáveis pela geração em Roraima. “O Estado de Roraima esperava desde 2011. O que esse linhão representa para o povo de Roraima? Representa não só segurança energética. Representa desenvolvimento econômico”, frisou o ministro de Minas e Energia. “Esse linhão vai economizar para todo o povo brasileiro R$ 500 milhões a menos de custo de óleo diesel por ano, que é pago pela CCC, dividida e rateada para todo o povo brasileiro”, ressaltou Silveira. Trata-se da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), um encargo pago por todas as distribuidoras e transmissoras de energia elétrica para subsidiar os custos anuais de geração de Sistemas Isolados, ou seja, de áreas não integradas ao Sistema Interligados Nacional (SIN). “Roraima, além de não ter os episódios de desligamentos rotineiros que tinha, em especial, nos finais de semana, momento de pico energético, vai se desenvolver. Vai poder levar a indústria, vai poder manufaturar os seus produtos para exportar para o resto do Brasil e para o mundo”, concluiu o ministro. EMPREGOS, DIÁLOGO E RESPEITO AMBIENTAL – Durante a fase de construção do Linhão, foram gerados cerca de 3 mil empregos diretos. O projeto foi desenvolvido em diálogo com comunidades indígenas, em especial os Waimiri-Atroari, com ações de mitigação ambiental e preservação cultural. Grande parte das 1.390 torres foi projetada para que os cabos passem acima da copa das árvores, reduzindo impactos sobre a floresta. QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta terça-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Portal Correio do Povo de Porto Alegre (RS), Rádio Bandeirantes de São Paulo (SP), Rádio Sociedade de Salvador (BA), Rádio Bandnews de Belo Horizonte (MG), Rádio 98 FM de Belo Horizonte (MG). fonte: (https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/10/201clinhao-manaus-boa-vista-representa-desenvolvimento-economico201d-afirma-alexandre-silveira)
Roraima entra no Sistema Elétrico Nacional, se torna polo estratégico de energia e abre espaço para novos investimentos
via: gov.br Fornecimento estável de energia reduz custos e impulsiona oportunidades em setores como saúde, turismo e tecnologia Linhão Manaus–Boa Vista transforma Roraima em polo estratégico de investimentos (Foto: Divulgação/MIDR) Brasília (DF) — Com a energização do Linhão Manaus–Boa Vista, Roraima passa a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e se projeta como novo polo estratégico de energia, além de atrair investimentos em setores como irrigação, datacenters, agroindústrias, saúde, hotelaria e turismo. A integração elétrica de Roraima se concretiza com financiamentos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) serão investidos um total de R$ 2,5 bilhões na linha de transmissão. O valor total do projeto é de R$ 3,3 bilhões, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). No último domingo (21), Roraima exportou 27 MegaWatts (MW) para o SIN, indicando que a geração de energia do estado já superou a demanda local. Para o secretário Extraordinário de Atração de Investimentos do Governo do Estado de Roraima, Aluízio Nascimento da Silva, esse é apenas o começo de um movimento maior. “O grande negócio do linhão não é só Roraima estar no sistema nacional, mas criar condições para atrair investimentos e, no futuro, disponibilizar energia ao SIN. Queremos transformar essa capacidade em uma regra e fazer dela o grande negócio do estado”, afirmou Nascimento. A linha em circuito duplo de 500 kV liga as subestações Lechuga, Equador e Boa Vista, e vai operar inicialmente com cerca de 55% da carga, enquanto o restante continuará sendo suprido pelas usinas locais até o fim dos contratos vigentes. Além de ampliar a matriz, o acesso ao SIN garante acesso ao mercado livre de energia e cria condições para atender futuras indústrias, projetos de irrigação e o agronegócio, setor que vem crescendo de forma acelerada nos últimos anos em Roraima. O secretário extraordinário de Atração de Investimentos, destaca que esse novo cenário já desperta o interesse de segmentos estratégicos. “Um setor que me deixa muito animado é o de data centers. Já estamos recebendo propostas nesse sentido, assim como de agroindústrias finalísticas, como frigoríficos de frango, visando o consumo local e do Amazonas, que juntos somam quase 5 milhões de consumidores, mas também para atender a vizinhos como Venezuela, Colômbia, Guiana e até os países do Caribe, um mercado de mais de 60 milhões de pessoas. Tudo isso só é possível com energia de confiança”, ressaltou Nascimento. A localização estratégica de Roraima pode ser aproveitada também no campo da conectividade. “A Guiana já recebe quatro cabos de fibra ótica internacionais, com backbones em Georgetown. Como nossa rede já chega à divisa, podemos trazer essa estrutura e gerar redundância para todo o Norte do Brasil”, completou. Além do potencial energético, Roraima intensifica a atração de investimentos por meio do programa Roraima Day, lançado em 2019. Segundo Nascimento, a iniciativa tem como objetivo “vender” o estado para investidores, abordando temas como energia, regularização fundiária e meio ambiente. Desde seu lançamento, o programa já percorreu nove estados e recebeu centenas de empresas em eventos como os de São Paulo (110 empresas) e Curitiba (163 empresas). O segundo ocorreu nesta segunda-feira (22), e já trouxe resultados. “Tenho 34 visitas marcadas in loco de pessoas que estavam em Curitiba”, destacou o secretário. Início da energização do Linhão Manaus-Boa Vista O estado de Roraima foi incluído ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no dia 10 de setembro deste ano. A operação de início da energização do Linhão Manaus-Boa Vista foi conduzida a partir da sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Brasília, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do MIDR, Waldez Góes. O ministro ressaltou que a iniciativa representa um marco histórico para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. “O presidente Lula segue firme garantindo à Amazônia aquilo que é condicionante para o processo de desenvolvimento e agregar valor às nossas vocações produtivas, que é inovação, tecnologia, infraestrutura, energia de qualidade e logística”, observou. Impactos ambientais e fiscais De acordo com o gerente de Energia da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Roberto Wagner Lima, até 2026 o linhão de Tucuruí deve atender cerca de 70% da demanda energética de Roraima. A substituição das usinas termelétricas a óleo diesel pode gerar uma redução anual de mais de R$ 500 milhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) — subsídio pago por todos os brasileiros para bancar a geração de energia em áreas isoladas. Em 2023, a CCC custou R$ 13 bilhões ao país, sendo Roraima um dos estados que mais pressionava esse gasto. Segundo Lima, essa conta representa hoje entre 4% e 4,5% do valor final da tarifa de energia elétrica. “O Linhão, além de garantir segurança energética para Roraima, vai aliviar o bolso de todos os consumidores do país, reduzindo a necessidade desse subsídio aos combustíveis fósseis”, ressaltou. fonte: (https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/roraima-entra-no-sistema-eletrico-nacional-se-torna-polo-estrategico-de-energia-e-abre-espaco-para-novos-investimentos)
Linhão Manaus-Boa Vista entra em operação com repasse de R$ 2,5 bilhões do MIDR
via: gov.br Interligação elétrica garante energia estável e sustentável para Roraima e fortalece a integração da região ao sistema nacional Linhão Manaus-Boa Vista começa a operar e marca novo ciclo para a Amazônia (Foto: Ricardo Stuckert/PR) Brasília (DF) — O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, participou, junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de um momento histórico para a integração e a soberania energética nacional. O estado de Roraima foi incluído ao Sistema Interligado Nacional (SIN), nesta quarta-feira (10), após a cerimônia de início da energização do Linhão Manaus-Boa Vista. A operação foi conduzida a partir dos Centros Nacional e Regional de Operação Norte/Centro-Oeste, na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Brasília. Por meio dos Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o MIDR investirá um total de R$ 2,5 bilhões na linha de transmissão de 500 kV (500 mil quilovolts). Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a linha demandou investimentos de R$ 3,3 bilhões. A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) liberou um repasse de R$ 900 milhões para a empresa à frente das obras, a Transnorte Energia (TNE), na última terça-feira (2), conforme cronograma aprovado para o projeto. A previsão é que até dezembro de 2025 seja realizado um segundo depósito proveniente do FDA. Parte significativa deve ser liberada em reembolso para despesas já realizadas pela empresa. O presidente Lula afirmou que o Linhão Manaus-Boa Vista tem capacidade energética quatro vezes superior à demanda atual do estado, criando condições favoráveis para atrair indústrias e estimular a exportação para os países do Caribe e da América do Sul. “Roraima tem uma possibilidade extraordinária de comércio exterior com o Suriname, Guiana, Venezuela e Caribe. Não apenas na venda de produtos alimentícios, como de industrializados. O começo do funcionamento desse linhão vai permitir que Roraima tenha quatro vezes mais energia do que necessita hoje. Significa que estão dadas as condições para o empresário que quiser fazer uma fábrica em Roraima produzir e exportar”, declarou o mandatário. O ministro Waldez Góes ressaltou que o Linhão Manaus-Boa Vista representa um marco histórico para a integração energética e para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, garantindo maior segurança e estabilidade no fornecimento de energia. “O presidente Lula segue firme garantindo à Amazônia aquilo que é condicionante para o processo de desenvolvimento e agregar valor às nossas vocações produtivas, que é inovação tecnologia, infraestrutura, energia de qualidade e logística”, disse Góes. Os estados da Amazônia também serão beneficiados pelo investimento de R$ 1,3 bilhão no Programa NORTE CONECTADO, que expandirá a infraestrutura de comunicações na região, por meio da implantação de cabos de fibra óptica subfluvial. Serão atendidos 59 municípios no Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Transição energética A linha de transmissão se estende por cerca de 725 km, possui 1.390 torres e três subestações — Lechuga, Equador e Boa Vista — atravessando 9 municípios dos estados do Amazonas e Roraima. Sua capacidade máxima é de mil MegaWatts. Para se ter uma ideia, isso é energia elétrica suficiente para garantir o funcionamento de 14,3 milhões de geladeiras. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou a conexão de Boa Vista ao mapa energético do Brasil, lembrando que o linhão diminui a dependência do estado da energia térmica. “É uma vitória social, econômica, geopolítica e ambiental. Este é o maior projeto de descarbonização da Amazônia, com a retirada gradual do diesel e a entrada da energia limpa do nosso sistema interligado”, afirmou Silveira. Atualmente, o abastecimento elétrico de Roraima depende do sistema de transmissão da interligação Brasil – Venezuela, e da Usina Termelétrica Jaguatirica II, também apoiada pelo FDA. A nova linha energética possibilitará economia superior a R$ 500 milhões por ano com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago por todos os brasileiros. Também está prevista a redução de mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ anualmente, reforçando o compromisso do país com a transição energética. fonte: (https://www.gov.br/mdr/pt-br/noticias/linhao-manaus-boa-vista-entra-em-operacao-com-repasse-de-r-2-5-bilhoes-do-midr)